11º Domingo do Tempo Comum [14 de junho de 2026] Você é cristão? Então mostre sua fé! [Mt 9,36 – 10,8] O relato do evangelho deste domingo está colocado no seguinte contexto: Jesus ensinando os discípulos (Sermão da Montanha: Mt 5, 6 e 7) e confirmando sua palavra com vários milagres/sinais (Mt 8 – 9,34). Depois destas ações magistrais ele escolhe um grupo para enviá-los em missão, dando-lhes autoridade e orientando-os no exercício da missão. É um Novo Povo constituído pelo próprio Jesus, novo Moisés. A lista dos Doze realiza o que prefigurava as Doze Tribos de Israel. Este Novo Povo não é apenas sinal da Aliança entre Deus e a humanidade, mas são constituídos missionários, anunciadores do Reino de Deus inaugurado por Jesus. Ao chamar e constituir o grupo dos Doze e enviá-los em missão, Jesus se distancia dos mestres de seu tempo que reuniam discípulos para ficarem em torno de si. Eram alunos. Jesus quer missionários. Itinerante, quer discípulos também itinerantes . O dis...
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10º Domingo do Tempo Comum [07 de junho de 2026] O olhar misericordioso de Jesus [Mt 9,9-13] Acompanhando os passos de Jesus no evangelho percebemos que havia uma categoria de pessoas pelas quais ele tinha verdadeira aversão: aqueles que se consideravam justos. Carregam o pecado da autossuficiência: não tem necessidade de conversão nem de perdão nem de salvação. Percorrendo o evangelho de Lucas, marcado pela misericórdia, vemos o pai acolhendo com bondade o filho mais novo, esbanjador dos bens e que volta arrependido (Lc 15,11-32). E, em outro lugar, enquanto o fariseu se apresenta na oração como justo, o publicano invoca a misericórdia de Deus (Lc 18,9-14). Jesus manifesta no evangelho de hoje sua simpatia pelos pecadores, desprezados e excomungados de seu tempo. Quando acusado de amigo dos pecadores ele responde que os publicanos e as prostitutas os precederão no Reino dos céus (cf. Mt 21,31). Quer mostrar-lhes que ele veio para salvar e não para condenar. E que a justi...
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Corpo e Sangue de Cristo [04 de junho de 2026] Eucaristia: Memorial do Senhor [Jo 6,51-58] O evangelho de hoje é o final do discurso de Jesus sobre o Pão da Vida. Jesus multiplicou os pães e explicou o sentido desse sinal. Ele mesmo é o pão descido do céu como presente de Deus para a humanidade. Nós nos alimentamos de sua Palavra e do sacramento de seu Corpo e Sangue, vida doada para nossa salvação. A vida dele torna-se nossa vida. Nossa vida de comunhão e intimidade com ele deve nos levar àquela experiência de Paulo: “Já não sou eu que vivo: é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Ou seja, nossa vida se torna uma presença e uma carta de Cristo para os irmãos e irmãs. Comungar o Corpo de Cristo, isto é, participar de sua vida, nos torna capazes de entregar nossa vida, de empenhar nossas energias, nossos dons, nossos bens para o bem de todos. Isso é vida eucarística. O pão eucarístico é também sinal do pão cotidiano, como rezamos na segunda parte da Oração do Senhor: “O pão n...