Domingo de Ramos [29 de março de 2026] Cristo se entrega livremente e por amor [ Mt 21,1-11 ;26,14 – 27,66 ] Estamos entrando na Semana Santa! Esta Semana passou a ser celebrada com a intenção de rememorar a Paixão do Senhor. Na Idade Média ela tomou corpo e fôlego, sobretudo pela tentativa de reviver o episódio da Paixão do Senhor descrito pelos evangelistas. Esta semana era até chamada de Semana Dolorosa, pelo fato de se dramatizarem os sofrimentos de Cristo. Parece simples, mas o conhecimento desse dado histórico é interessante porque pode nos ajudar a entender o porquê das vias sacras e outras representações da Paixão do Senhor. Ficaremos então atentos para não nos perdermos nos folclores e dramatizações, mas adentrarmos mais profundamente no Mistério profundo da entrega de Jesus, manifestação do amor do Pai, e nos atermos ao Mistério fundante de nossa fé cristã, a Ressurreição do Senhor, vitorioso sobre o pecado e a morte. Este domingo se chama, na verdade, Doming...
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Mostrando postagens de março, 2026
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5º Domingo da Quaresma [22 de março de 2026] A morte não tem a última palavra [Jo 11,1-45] Ao escrever o evangelho, João descreve Jesus realizando “sinais”; não fala de “milagres”. Este é o sétimo sinal realizado por Jesus, segundo João. Diante da morte do amigo Lázaro e diante da própria morte que se aproxima, Jesus diz: “Eu sou a ressurreição e a vida”. É a grande revelação de Jesus. Para vivermos como ressuscitados precisamos ter fé em Jesus, ou melhor, ter a fé de Jesus. Aderir a Jesus, à semelhança do amigo Lázaro, é aderir à Vida em pessoa: “Nele estava a vida” (Jo 1,4). Lázaro é sinal de uma vida que não morre: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11,25). Como temos lembrado, para os primeiros cristãos a quaresma era o tempo de se prepararem aqueles que seriam batizados na Vigília Pascal. E os textos nos querem ajudar a mergulhar no sentido do batismo para o cristão. À medida que compreendermos bem o batismo e suas consequências para a vida crist...
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São José, Esposo da Virgem Maria [19 de março de 2026] São José, homem Justo [Mt 1,16-25] Celebre a José a corte celeste, Prossiga o louvor o povo cristão: Só ele merece à Virgem se unir Em casta união. Ao ver sua Esposa em Mãe transformar-se, José quer deixar Maria em segredo. Um anjo aparece: “É obra de Deus!” Afasta-lhe o medo. (Oficio de Vésperas). A Igreja celebra São José em dois dias no ano: 19 de março e 1º de maio. No dia 19 de março, São José é celebrado como patrono da Igreja Universal; já no dia 1º de maio, dia do Trabalho, São José é honrado como Operário, o carpinteiro de Nazaré. Em 1870 São José foi declarado o patrono da Igreja católica. E em 1955 o Papa Pio XII honrou o Dia do Trabalho (1º de maio) com a invocação: São José, operário. A devoção a São José sempre existiu. Já o culto litúrgico veio mais tarde lá no fim do século XV. É um dos santos mais populares. Ainda hoje o nome José é dado com muita frequência pelos pais aos se...
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4º Domingo da Quaresma [15 de março de 2026] Batismo: ver de modo novo [Jo 9,1-41] João escreve com uma linguagem própria, em relação aos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas): longos diálogos cujas cenas são carregadas de simbolismo, provocando realismo e suspense no leitor. A principal mensagem do relato de hoje é a acolhida da revelação de Jesus enfatizada no contraste entre o “ver” e o “cego”. No texto encontramos 14 vezes a palavra “cego” e 18 referências ao “ver”. Os fariseus julgam ver tudo a partir da Lei e expulsam da sinagoga aquele que passou a ver depois do encontro transformador com Jesus. Não podemos perder de vista que, desde os inícios do cristianismo, a quaresma é o tempo de preparação para o batismo dos catecúmenos (aqueles que se preparam para o batismo). Por isso os textos bíblicos e litúrgicos são escolhidos de forma a levar aquele que será batizado a entender e a assumir a fé que irá professar e a mergulhar cada vez mais no mistério do Cristo, luz do m...
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3º Domingo da Quaresma [08 de março de 2026] Um encontro, uma palavra, um olhar... [Jo 4,5-42] A liturgia da Palavra deste domingo nos coloca diante da sede de um povo no deserto (Ex 19,3-7) e da sede da mulher à beira do poço. O que é a sede? Você já experimentou sede? Esse desejo e necessidade não sendo saciados com certa imediatez levam a desfalecimento. A gente pode passar dias sem alimento sólido, mas sem água, não. A sede (de água) é símbolo de uma sede maior, mais profunda. A experiência de habitar em terra estrangeira, longe do Templo, numa vida escravizada leva o israelita a dizer a Deus: “Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te procuro. Minha alma tem sede de ti, minha carne te deseja com ardor, como terra seca, esgotada, sem água” (Sl 63,2). Muitas vezes a experiência de dor e sofrimento nos faz voltar para Deus como “terra seca e sedenta”. Veja o que aconteceu com a mulher samaritana neste belíssimo relato de João que mostra Jesus como do Dom do Pai, a Água Viva que p...